A Menina
de Vermelho
Ora pela manhã, ora pela tarde.
Travessias constantes em um perigoso
e longo caminho. Entre rodas e faróis busca-se de um lado, busca-se de outro.
Idas e vindas que refletem a
necessidade cotidiana. Ali se trata de uma vida, de diferentes emoções, de
condições sociais latentes e aparentes em comunidade, principalmente de algo que
vai além da coragem, a busca por direitos esquecidos e que afetam o bem estar, a qualidade de vida e a formação pessoal.
Ela é assim porque tem que ser, porque
depende disso para crescer e mostrar que a tristeza e a infelicidade não podem
prevalecer à vida mesmo que seja de pequena. Criança ainda. Há quem condene, há quem designa
essas ações como rotina e acomodação. Somente quem passa por isso tem o verdadeiro
julgamento. E vai crescendo sem esquecer a educação, o respeito, a humildade. Um
reconhecimento e um cumprimento de alguém que se apresenta com a maior
satisfação e sem maiores dificuldades para fazê-los. Um simples tudo bem e que
faz muita diferença. Mas, não deveria se tivéssemos uma sociedade realmente
justa e políticas públicas abrangentes e verdadeiras como deveriam ser.
Isso reforça e mostra algo sobre a felicidade,
assim pessoas felizes não precisam ter tudo, pessoas educadas não precisam ter
tudo, precisam ter o suficiente para serem humanas e felizes mesmo sem
conseguir alcançar tudo o que se deseja, afinal o melhor da vida está no agora
e nas oportunidades que aparecem e se aproveita.
É, seja como for, com perfeita vestimenta
ou com uma simples calça jeans, correias de chinelos entre os dedos e ainda
entre os perigos da rodovia o que vale é acreditar na vida e ir à luta pela
dignidade humana, por melhores condições de vida, pela comida de hoje e
claramente pela esperança de amanhã. E de blusa vermelha acredita e mostra
esperança.
Gilberto - 27/12/16.