terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A MENINA DE VERMELHO



A Menina de Vermelho

            Ora pela manhã, ora pela tarde.
            Travessias constantes em um perigoso e longo caminho. Entre rodas e faróis busca-se de um lado, busca-se de outro.
            Idas e vindas que refletem a necessidade cotidiana. Ali se trata de uma vida, de diferentes emoções, de condições sociais latentes e aparentes em comunidade, principalmente de algo que vai além da coragem, a busca por direitos esquecidos e que afetam o bem estar, a qualidade de vida e a formação pessoal.
            Ela é assim porque tem que ser, porque depende disso para crescer e mostrar que a tristeza e a infelicidade não podem prevalecer à vida mesmo que seja de pequena. Criança ainda. Há quem condene, há quem designa essas ações como rotina e acomodação. Somente quem passa por isso tem o verdadeiro julgamento. E vai crescendo sem esquecer a educação, o respeito, a humildade. Um reconhecimento e um cumprimento de alguém que se apresenta com a maior satisfação e sem maiores dificuldades para fazê-los. Um simples tudo bem e que faz muita diferença. Mas, não deveria se tivéssemos uma sociedade realmente justa e políticas públicas abrangentes e verdadeiras como deveriam ser.
            Isso reforça e mostra algo sobre a felicidade, assim pessoas felizes não precisam ter tudo, pessoas educadas não precisam ter tudo, precisam ter o suficiente para serem humanas e felizes mesmo sem conseguir alcançar tudo o que se deseja, afinal o melhor da vida está no agora e nas oportunidades que aparecem e se aproveita.
            É, seja como for, com perfeita vestimenta ou com uma simples calça jeans, correias de chinelos entre os dedos e ainda entre os perigos da rodovia o que vale é acreditar na vida e ir à luta pela dignidade humana, por melhores condições de vida, pela comida de hoje e claramente pela esperança de amanhã. E de blusa vermelha acredita e mostra esperança.

Gilberto - 27/12/16.