quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SEGURANÇA



   Segurança.

            Diariamente tomamos conhecimento de várias ocorrências envolvendo acidentes em casa. Já não chega a ser mais surpresa e o que causa espanto é que, mesmo diante de tantos casos, as pessoas insistem em negligenciar o próprio lar. Não há idade específica, todos são vítimas das próprias armadilhas que muitas vezes nem sabem que existem. Não têm noção do perigo dentro de casa. As crianças são as maiores vítimas, os adultos, diversas vezes, são surpreendidos pelo excesso de confiança, os idosos são reféns constantes de situações simples onde bastaria uma simples orientação ou correção. É assim mesmo, acidentes se multiplicam.
            A história da dona Maria, 73 anos de idade, é só mais uma que você vai ler e se lembrar de outras. dona Maria e seu Alberto, 76 anos de idade, moravam em uma casa enorme, quatro quartos, escada, muitos adornos, degraus, cozinha e sala impecável. Seu Alberto vivia colocando móveis e tapetes no lugar. Aos finais de semana, quando havia visita dos filhos, era uma festa. A alegria dos netos e a comilança tomavam conta da casa. Por vezes ocorriam alguns acidentes, corriqueiros, mas que sem atenção necessária convergiam para algo mais grave.
            Noite de segunda-feira, ao ir para o quarto dormir, dona Maria tropeçou no tapete colocado no piso próximo á escada que leva ao quarto. Uma queda direta onde a cabeça bateu no segundo degrau da escada. Esse, como muitos outros acidentes dentro de casa poderia ter sido evitado, faltou um olhar a quem mais convivia dentro daquela casa. Da mesma forma é assim com muitos outros materiais e condições expostas dentro de casa no dia a dia das pessoas: tomadas, gás, pia, tanque, móveis, portas, janelas, lustres, chuveiros, fiações, produtos perigosos, fogão, remédios, materiais pérfuros-cortantes... Tudo é atenção pura.
            A alegria na casa do seu Alberto já não é a mesma. Poderia ter sido diferente se algumas medidas tivessem sido tomadas. Seu Alberto está viúvo.
            E você? Tem prestado atenção em sua casa? Prevenção é tudo.

Gilberto - 19/12/14.

sábado, 1 de novembro de 2014

JÁ ERA HORA



Já era Hora.

            Não sei o quanto aquelas pessoas sentiam-se felizes. O tempo passava e tudo o que se notava eram sorrisos e gargalhadas dentro daquele quadrado azul cheio de água. Estava muito próximo e a vontade de compartilhar e viver tudo aquilo era enorme. Em algum outro momento já havia vivenciado aquilo também.
            O som das folhas de alguns coqueiros se contrastava com o cantar de alguns pássaros que sempre apareciam no local, eram comuns, mas encantavam e reforçavam momentos de tranquilidade. Sombreados por aquelas mesmas folhas, crianças e adultos pareciam relaxar de um cotidiano corrido, estressante e natural das grandes cidades. E eu parado ali, incansável andava de um lado ao outro pensando em participar junto com os muitos jovens que se refrescavam, em certo momento cheguei a ficar muito perto daquele grupo, até coloquei um dos pés no mesmo espaço onde estavam. Praticamente não consegui notar diferença de temperatura ou consistência daquele meio, sai rapidamente ao sentir que podia incomodar e causar algum desconforto àquela gente toda.
            Nem notava o tempo passar, o mais aparente era o número de pessoas bem maior do que no início da tarde. Sob um sol escaldante a diversão era cada vez maior e todos aproveitavam cada minuto. Lembrei-me de uma época onde eu fazia o mesmo que eles, engraçado é que quando isso veio à minha mente só tinha a lembrança de quanto entrei naquele ambiente e nem se havia outras pessoas me acompanhando, só conseguia enxergar aquelas muitas pessoas celebrando aquele dia de um belo dia. Eu estava ali e não conseguia entender certas recordações. Não sei precisar quanto tempo já havia se passado, muitos já haviam ido embora e aos poucos aquele espaço foi ficando maior, o sol já não estava tão próximo assim e aos poucos ia se escondendo. Em certo momento me vi sozinho e; mesmo assim não tinha como sair daquele lugar, era como se eu morasse por ali, o máximo que fazia era ir para trás de umas grades que rodeavam o local e ficar junto a um paredão que separava o local da rua e de um enorme terreno lateral. Em breve tudo aquilo ia se repetir novamente.
            É, o tempo passou e todos deixaram o local, como em outros momentos eu sabia que voltariam, a euforia e a alegria seriam as mesmas, minhas dúvidas permaneceriam. Muito tempo depois a calmaria era grande, a água já não se mexia da mesma forma. Aproveitei aquele silêncio para voltar ao local para entender melhor a situação. Ao colocar os pés na água novamente os mesmos não molhavam, nem afundavam. Mais incrível ainda foi quando fiquei com os dois pés dentro e andei como se fosse sobre terra, talvez por isso não era percebido quando junto a todas aquelas pessoas. Ao mesmo tempo em que visualizava aquele enorme espaço notava que quando havia uma grande concentração de pessoas não conseguia perceber os detalhes do espaço. As placas indicavam um grande clube onde um dia eu fui e não mais retornei.
            Horas que passam. Aquela piscina era enorme, imensa e quando vazia parecia ainda maior.

Gilberto - 01/11/2014.

ENFIM, HOUVE A COPA...



Enfim, Houve A Copa...

            Estar lá, em vários momentos, foi extremamente gratificante e enriquecedor. Momentos que ficarão na lembrança como experiência ímpar e certeza de um acontecimento que não se repetirá.
            Como poucos imaginam, não foram apenas trinta dias, os preparativos começaram meses antes. Cursos, palestras, visitas e uma série de atividades preparatórias para que o evento ocorresse da melhor maneira possível. Em muitos momentos havia uma nuvem de incerteza quanto à capacidade do nosso país em realizar a Copa do Mundo, ondas de protestos, atrasos e acusações foram alguns fatores que mais se comentavam anteriormente ao brilho que presenciamos, não sei em outras sedes, mas na Arena São Paulo se havia expectativas de certas consequências negativas pouco se notou.
            Uma grande barreira a ser vencida era questão da língua, mas o convívio, as interações com outros voluntários e as reações do público estrangeiro facilitaram muito a comunicação. Dos croatas ficou uma grande simpatia, dos coreanos certo receio, fantasias e muito brilho, dos holandeses uma grande curiosidade e muitas perguntas, dos ingleses uma frieza e seriedade sem fim, dos chilenos muita garra e alegria e dos hermanos argentinos muita rivalidade e provocação, mas até que foram simpáticos.
             Não é por acaso que, em recente avaliação, a Copa do Mundo no Brasil foi considerada como “o melhor futebol já visto em mundiais e uma excelente organização” pautada, principalmente,  na hospitalidade e receptividade do povo brasileiro. Posso afirmar que foi algo extremamente diferente quanto à organização e relacionamento, um mundo fechado sob um termo que tanto ouvimos: Padrão FIFA.
            Aprendemos e podemos verbalizar esse termo com muito orgulho. Uma organização direta do país, aliás, muito pode se falar e aprender desse tal Padrão FIFA que; controvérsias à parte, deveria ser um padrão para qualquer instituição que presta serviços em nosso país.
            Assim vivemos a Copa.

Gilberto - 01/11/2014.