DIQUINHAS
IMPORTANTES À ESCRITA.
(Atualizado em 15/01/2020)
(IBFC-2016/EBSERH-Assistente Administrativo) Em
"logo passa à condição de rotina", ocorre o acento grave indicativo
de crase. Dentre as reescrituras do fragmento propostas abaixo, assinale a que NÃO ilustra um erro no emprego desse
acento.
a) logo passa à esta situação de
rotina.
b) logo passa à situações de rotina.
c) logo passa à fazer parte da rotina.
d) logo passa à um contexto de rotina.
e) logo
passa à construção da rotina.
CORRETA: Letra (E) . Em “logo passa à construção da rotina”, o acento grave marca
a fusão entre a preposição (à),
exigida pelo termo regente “passa”, e o artigo definido feminino (a), admitido pelo termo regido
“construção”. É a famosa troca que tanto vimos (ou deveríamos ter visto) na
escola: trocar o (à) por “para a” ou o termo após o (à) por um termo masculino. Havendo a
necessidade o correto é crasear o (a).
VAMOS
ESCREVER BEM?
Organização
de Texto
NARRAÇÃO: Nada mais do que
contar uma história.
“Eram
sete horas da noite em São Paulo. A cidade toda se agitava naquele clima de
quase tumulto típico dessa hora. De repente uma escuridão total caiu sobre
todos como uma espessa lona opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os
faróis altos, mas insuficientes para substituir a iluminação anterior.”
DESCRIÇÃO: Aqui você
descreve, fala sobre algo ou alguma coisa mostrando maiores detalhes.
“Eis São Paulo as sete horas da noite. O trânsito
caminha lento e nervoso. Nas ruas pedestres nervosos e apressados se atropelam.
Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das mesas. Luzes
de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios.”
DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA: Neste dá-se
informação ou respostas informativas. Prevalece a explicação.
“Por
que existem ovos de galinha com a casca branca e outros com a casca marrom? Há
algumas diferenças nutritivas, entre elas a cor da casca dos ovos, que dependem
basicamente da composição da ração que é dada à galinha. “Existem várias opções
de composição. Cada criador escolhe a que mais se adapta ao tipo de animal que
está criando”, explica a engenheira de alimentos Eney Martucci, da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.”
DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA: Deve-se
convencer, defender uma tese.
“A
sociedade brasileira, infelizmente enxerga seu universo rural com preconceito. Em
decorrência, menospreza a importância da agropecuária na geração de emprego e
da renda nacional. Pior, atribui ao setor uma pecha negativa: o moderno está na
cidade; o atraso, na roça.”
Aproveitem
as dicas.
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Utilidades para sua escrita e para
seu dia a dia
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Dica 1: Para mim fazer
ou para eu fazer?
Bom,
para acabar de vez com a dúvida, basta pensar que mim é um pronome
pessoal oblíquo, portanto, não pode exercer função de
sujeito em uma oração. O mim não faz nada, certo? O correto é para eu
fazer.
►
Dica 2: Menas ou menos?
Essa
é fácil, até porque a forma menas, simplesmente, não existe.
►
Dica 3: Como se diz,
quatorze ou catorze?
Você
pode optar por qualquer uma das formas, pois ambas estão corretas.
►
Dica 4: São uma hora da
tarde ou é uma hora da tarde?
O
verbo ser deve concordar com as horas, portanto, “é uma hora da tarde”, “são
duas horas da tarde” e assim por diante. Lembre-se de que “são doze horas”, mas
se for substituir o “doze horas” por “meio-dia”, então será “é meio-dia”.
►
Dica 5: Está fazendo
zero graus ou está fazendo zero grau?
Se
o zero é singular, devemos, pois, atentar-nos à concordância.
O correto é “zero grau”, no singular.
►
Dica 6: Anexo ou em
anexo?
Dizer
que algo está em anexo é o mesmo que dizer que algo está anexado,
portanto, a palavra deve concordar com o substantivo a que se refere:
Anexas seguem as promissórias.
Anexo segue o recibo.
Os documentos solicitados estão
anexos.
Em anexo é
uma forma invariável, portanto, não vai para o feminino e nem para o plural:
Em anexo, seguem as promissórias.
Em anexo, segue o recibo.
Em anexo, seguem os documentos solicitados.
►
Dica 7: Seje ou seja?
Essa
também é fácil, até porque não existe a forma seje, tampouco esteje.
No presente do subjuntivo, os verbos ser e estar
são seja, esteja e tenha.
►
Dica 8: Ela sempre quiz
ou ela sempre quis?
Lembre-se:
quiz, com z, não existe! O certo é quis, pois o som
/z/ na conjugação do verbo querer deve ser grafado com “s”: quisera, quiseram,
quiseste, etc.
►
Dica 9: Houveram muitos
desentendimentos ou houve muitos desentendimentos?
Quando
ao verbo haver for atribuído o sentido de existir ou
acontecer, ele é impessoal, isto é, sem sujeito, portanto, só pode ser usado no
singular. O correto é “houve muitos problemas”.
►
Dica 10: Degraus ou
degrais?
Só
existe uma forma correta para o plural da palavra degrau, e
essa forma é degraus. A terminação -ais deve
ser empregada apenas nas palavras terminadas em -al, como canais,
animais, anuais etc.
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E o que é o Advérbio?
Parece confuso, mas basta apenas lembrar que ele é
um termo que muda o sentido da frase.
Exemplo: “O pássaro voou alto”.
O sentido da frase muda quando se diz:
O pássaro voou muito alto. (como se vê na tabela abaixo o termo muito representa intensidade).
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Tem
dúvidas? Dicas simples e rápidas.
Embora
gerem incertezas, as regras de uso do hífen servem para aquelas palavras
formadas por prefixos ou elementos equivalentes. Por exemplo: anti, auto,
micro, mini, sub, pré, pró, pós etc.
Casos em que SE DEVE usar hífen:
1. Quando o segundo termo iniciar por H.
- Anti-higiênico,
extra-humano, super-homem, micro-história.
2. Quando o prefixo terminar com a mesma
consoante que se inicia o segundo termo.
- Inter-relação,
super-realista, hiper-racionaliza, hiper-romântico.
3. Usa-se hífen após o prefixo sub se o próximo
termo iniciar com R.
- Sub-regional, sub-raça,
sub-racial, sub-região.
4. Caso o prefixo termine em vogal e o segundo
termo comece com essa mesma vogal.
- Anti-inflamatório,
anti-inflacionário, micro-ondas, micro-organismo, auto-observação,
contra-ataque.
5. Quando o segundo termo iniciar em M, N e vogal
tendo como prefixos circum e pan.
- Pan-americano,
circum-navegação.
6. Emprega-se hífen com os prefixos além, aquém,
ex, pré, pró, pós, recém, sem, soto e vice.
- Pré-história, recém-nascido,
pós-operatório, vice-governador, ex-mulher, soto-mestre, sem-teto.
7. Quando os sufixos tiverem origem tupi.
8. Para formar a união de palavras que se combinam
por ocasião.
- Ponte
Rio-Niterói, Negociações China-EUA.
9. Algumas palavras continuam com sua acentuação
própria, por isso a exigência do hífen.
- Médico-cirurgião,
sexta-feira, rosa-claro.
10. Em palavras relacionadas a espécies
botânicas e zoológicas.
- Beija-flor, couve-flor, erva-doce,
pimenta-do-reino.
11. Em nomes próprios de lugar iniciados por
GRÃ e GRÃO.
12. Em elementos ligados por artigo.
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Casos em que NÃO se deve utilizar hífen:
1. Quando o primeiro termo iniciar com DES-
e IN- e o segundo termo perder o H do início da palavra.
2. Quando o prefixo terminar em vogal e o
segundo termo iniciar com R ou S, dobra-se as consoantes citadas.
- Autorregulamentação,
cosseno, extrasseco, ultrarromântico, antissocial, contrarreforma.
3. Quando o prefixo terminar em vogal e o
segundo termo iniciar com consoante diferente de R ou S.
- Autopreparação,
microcomputador, autopeça, extraforte.
4. Quando o prefixo terminar em vogal diferente
da vogal que o segundo termo se inicia:
- Autoescola,
infraestrutura, extraescolar, autoajuda.
Atenção! O prefixo co une-se, geralmente, ao segundo termo,
mesmo se este começar com o. Exemplos: coordenador, cooperar.
5. Quando o prefixo terminar com consoante e
o segundo termo iniciar com vogal ou consoante diferente do
primeiro termo.
- Hipermercado,
superamigo, hiperativo, superinteressante.
6. Palavras que perderam a noção de composição
não têm mais hífen.
- Mandachuva,
paraquedas, pontapé.
7. As locuções substantivas, adjetivas,
adverbiais, pronominais, conjuncionais ou prepositivas perderam o hífen.
- Fim
de semana, café com leite, cartão de visita.
Atenção! Expressões consagradas pelo uso continuam com
hífen: água-de-colônia, água-de-coco, mais-que-perfeito.
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OBRIGADO
OU OBRIGADA?
Está aí uma questão simples, mas que
provoca muitos erros na hora da escrita e também da fala.
A regra
de concordância nominal diz que quando obrigado
expressa um agradecimento deve concordar com quem fala, ou seja, com o emissor.
Veja o exemplo:
- João Carlos ficou contente e disse obrigado
para todos.
- Sem o recurso não haveria sucesso. Por isso ela
disse muito obrigada.
Mais claro ainda: - Homem diz e escreve “obrigado”.
- Mulher diz e escreve “obrigada”.
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OS PORQUÊS DA VIDA...
(...E DAS PROVAS E DOS
CONCURSOS).
Por que:
Este por que tem
dois empregos diferenciados:
1) Quando
for a junção da preposição por + pronome
interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão”
ou “por qual motivo”:
Exemplos:
a) Por que você
não vai ao cinema? (por qual razão)
b) Não sei por que não
quero ir. (por qual motivo).
2) Quando for a
junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá
o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais,
pelas quais.
Exemplo: Os
lugares por que passamos eram encantadores. (pelos quais).
Por quê:
Quando vier
antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por
quê deverá vir acentuado e continuará com o
significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos:
a) Vocês não comeram tudo? Por quê?
b) Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque:
É
conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “para que”, “uma vez que”.
Exemplos:
a) Não fui ao cinema porque tive
que estudar para a prova. (pois).
b) Não vai fazer intrigas porque
irá prejudicar você mesmo. (uma vez que).
Porquê:
É substantivo e tem significado
de “o motivo”,
“a razão”. Vem
acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos:
a) O porquê de
não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo).
b) Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma
razão).
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AFINAL, PARALIMPÍADA OU PARAOLIMPÍADA?
- Simplesmente uma imposição. O Comitê Paraolímpico Internacional adotou o termo paralímpico a partir de 1989 e solicitou que todas as representações paraolímpicas mundo afora também seguisse essa terminologia.
- Mas, nada oficial segundo as regras ortográficas da Língua Portuguesa.
- Portanto, não se engane. O correto é PARAOLIMPÍADA.
Historicamente as competições ocorrem próximas uma da outra, mas são completamente diferentes. Tudo muda inclusive o símbolo dos jogos onde os arcos olímpicos não são permitidos na paraolimpíada, neste o símbolo usado se chama AGITOS, composto por três elementos na cores vermelha, azul e verde, que são as cores mais comuns nas bandeiras de países pelo mundo. Além disso, o Agitos enfatiza o movimento paraolímpico de juntar atletas de todo o mundo para competir.
Símbolo Paraolímpico
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Aproveite
e bons estudos!
Gilberto
- 15/01/17.