Mistérios do Barão no Verão

Era
verão. Estação de encantos, mas também de mistérios.
Naquele
dia, depois de muito estudarem História, três amigos resolveram passear pela
cidade. No começo da noite saíram sem rumo e pouco se importaram se conseguiriam
um local para dormir, no momento o mais importante era a diversão.
As
horas foram passando e Pedro, o mais velhos deles, já estava cansado de tanta
badalação e propôs aos amigos procurarem um local para descanso. Saíram e
procuraram pela cidade, mas estava difícil arranjar o que queriam. De tanto
rodarem com o carro saíram do limite urbano da cidade, foi quando Eric, o mais
agitado deles, avistou um enorme e bonito hotel, finalmente conseguiriam um
local para ficar aquela noite. Quando entraram no hotel estranharam que o
local, mesmo em perfeitas condições, estava vazio, ninguém para recebê-los ou
para explicar como fariam para permanecer ali. Apesar disso, resolveram ficar.
Os
quartos eram grandes e separados por corredores bem extensos. Nas paredes,
alguns desenhos e grafias espirituais deixavam um aspecto de medo. Todos os
quartos estavam vazios e em um deles havia exatamente três camas. Mesmo receosos
deitaram e mal conseguiam fechar os olhos, com a porta fechada ouviram passos
no corredor. Medo e apreensão tomaram conta deles até que um barulho na porta
tirou todos da cama. Ao abrirem a porta deram de cara com um senhor bem
vestido, parecia um mordomo, estava sorridente, mas após um olhar sério disse
que deixassem aquele lugar, pois todos que por ali passaram e amanheceram não
mais levantaram daquelas camas. Os amigos ficaram atônitos e não sabiam o que fazer.
Marcelo, quase chorando, implorou para saírem. Mal conversaram e se viraram
para pedir conselho àquele estranho homem e não viram mais ninguém, questão de
segundos e aquele estranho homem sumiu. Mesmo assim deixaram o quarto e saíram
pelo corredor, andavam, andavam e não chegavam a lugar algum, tudo era sempre
igual, mesmas paredes, mesmo corredor e muitos quartos fechados. Passou-se
bastante tempo e; mesmo tentando achar uma saída, ainda continuavam ali.
Perdidos.
Já
era quase manhã e estavam quase desistindo, mas uma luz mais forte ao final do
corredor indicava uma saída, correram para lá e finalmente uma solução. Já na
saída, ao olharem para o alto da parede, uma enorme quadro trazia a imagem
daquele homem que viram na porta do quarto e logo abaixo uma grafia: “Barão de
Saint Louis, 1630 - 1714, verão de 1680”. Já fora daquelas estranhas paredes
não acreditavam no que ocorreu, estiveram em um local que haviam, dias antes,
estudado na escola. A história do barão que tomou para si uma mansão, que não
tinha família e não permitia que ninguém adentrasse ali. Assustados, não olharam
para trás e nem pensavam no que poderia ser aquele mistério. A partir dali, o
livro de história, que mostrava a vida do barão, permaneceu na estante.
Gilberto - 14/04/2017.
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