domingo, 30 de agosto de 2015

A INFÂNCIA E A ATIVIDADE FÍSICA



A Infância e a Atividade Física.

            Tem-se como atividade física qualquer atividade ou exercício que leve a gasto calórico e que dentro de seus movimentos trabalhe, além do aspecto físico, também os aspectos afetivos e emocionais. Ao levarmos em conta que esta fase compreende a idade entre o nascimento e os doze anos de idade, aproximadamente, há de se considerar a tamanha importância da atividade física para o amadurecimento e crescimento da criança. Importante ressaltar a influência que este período terá na vida adulta do indivíduo, daí a preocupação em estimular e levar a criança a práticas seguras e saudáveis.
            Os grandes benefícios às crianças são muitos: coordenação motora, equilíbrio, força, flexibilidade, atenção, capacidade respiratória, além de, é claro, ser excelente ganho à prevenção de doenças hipocinéticas; aquelas que quando menos se espera aparecem e nos trazem muitas preocupações. Entre elas destaca-se a obesidade, a hipertensão, as doenças cardiovasculares, a osteoporose e ainda alguns desequilíbrios psíquicos, como, a ansiedade, a depressão e outros aspectos psicológicos.
            Estímulos são essenciais. Neste momento os pais ou responsáveis têm uma grande participação na iniciação e na manutenção da atividade, estes devem acompanhar e conhecer sobre diferentes atividades que levem à prática, exploração e apropriação de movimentos pela criança. Devem ser exemplos.
            Desde cedo a criança deve ser levada ao universo dos movimentos. Mas, atenção, não deixe a criança exposta a qualquer ambiente ou práticas que não levem a nada. O primeiro cuidador da criança é você mesmo. Por isso, conheça a atividade que seu filho anda praticando, qual o tipo de ambiente ele frequenta e se o profissional responsável pela atividade é, de fato, reconhecido e tem competência para tal desenvolvimento. Trabalhar com criança é coisa séria.
            A criança tem contato com o movimento mesmo ainda na barriga da mãe. Com o nascimento isso evolui, a começar pela fase de lactação, onde os primeiros movimentos em busca do peito já podem ser caracterizados como prática ativa. Ao longo de meio ano de vida a criança é meramente observadora, seus gestos e busca pelo reconhecimento espacial são mais constantes, tudo isso estimula brincadeiras e a vontade de ficar em pé. Antes mesmo de completar um ano de idade, por volta de dez meses, se inicia o engatinhamento. Com um ano de idade as atividades físicas já podem ser introduzidas de maneira mais racional, são aquelas brincadeiras que as crianças tanto gostam, como o esconde-esconde, arremessos de objetos e movimentações através de jogos educativos e lúdicos.
            O esporte, pela sua dinâmica, atrai a atenção da criança. Seguindo até aos oito anos de idade a diferentes modalidades esportivas já podem ser apresentadas. O futebol, o voleibol, o handebol, o basquetebol, a natação, as ginásticas, as lutas e as danças poderão trazer grandes significados ao desenvolvimento motor e à maturidade do sistema nervoso. Ainda nesta fase, prosseguindo a fases posteriores, se tornam grandes os laços afetivos e sociais. Até aos 12 anos de idade deve haver pouca preocupação com obrigatoriedades e cobranças técnicas e táticas. Lembre-se, criança tem que brincar e explorar os recursos que o esporte pode lhe propiciar.
            Saímos da infância, mas os cuidados e as preocupações com a prática de atividades físicas devem caminhar por toda a adolescência. É neste período que ocorre maior desenvolvimento ósseo e do amadurecimento pubertário. É a fase da especialização em determinadas práticas motoras, mas que se trabalhada erroneamente transgride o crescimento motor e se torna grande causa de desmotivação.
            A criança não pode ficar parada. Desta maneira, a essencialidade de movimentação é fundamental, bem como também uma rotina concernente a uma alimentação saudável e de conhecimentos de hábitos externos que possam, de alguma forma, prejudicar o organismo e a saúde. Assim, muita atenção às boas e responsáveis práticas para que tenhamos crianças ativas e comprometidas com a qualidade de vida. Questão de saúde.

Gilberto - 31/08/15.

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