quinta-feira, 26 de maio de 2016

DICAS PARA CONSTRUIR UMA BOA ESCRITA



DIQUINHAS IMPORTANTES À ESCRITA.
(Atualizado em 15/01/2020)

(IBFC-2016/EBSERH-Assistente Administrativo) Em "logo passa à condição de rotina", ocorre o acento grave indicativo de crase. Dentre as reescrituras do fragmento propostas abaixo, assinale a que NÃO ilustra um erro no emprego desse acento.
a) logo passa à esta situação de rotina.
b) logo passa à situações de rotina.
c) logo passa à fazer parte da rotina.
d) logo passa à um contexto de rotina.
e) logo passa à construção da rotina.

CORRETA: Letra (E) . Em “logo passa à construção da rotina”, o acento grave marca a fusão entre a preposição (à), exigida pelo termo regente “passa”, e o artigo definido feminino (a), admitido pelo termo regido “construção”. É a famosa troca que tanto vimos (ou deveríamos ter visto) na escola: trocar o (à) por “para a” ou o termo após o (à) por um termo masculino. Havendo a necessidade o correto é crasear o (a).

VAMOS ESCREVER BEM?
Organização de Texto

NARRAÇÃO: Nada mais do que contar uma história.
“Eram sete horas da noite em São Paulo. A cidade toda se agitava naquele clima de quase tumulto típico dessa hora. De repente uma escuridão total caiu sobre todos como uma espessa lona opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, mas insuficientes para substituir a iluminação anterior.”

DESCRIÇÃO: Aqui você descreve, fala sobre algo ou alguma coisa mostrando maiores detalhes.
“Eis São Paulo as sete horas da noite. O trânsito caminha lento e nervoso. Nas ruas pedestres nervosos e apressados se atropelam. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das mesas. Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios.”

DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA: Neste dá-se informação ou respostas informativas. Prevalece a explicação.
“Por que existem ovos de galinha com a casca branca e outros com a casca marrom? Há algumas diferenças nutritivas, entre elas a cor da casca dos ovos, que dependem basicamente da composição da ração que é dada à galinha. “Existem várias opções de composição. Cada criador escolhe a que mais se adapta ao tipo de animal que está criando”, explica a engenheira de alimentos Eney Martucci, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.”

DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA: Deve-se convencer, defender uma tese.
“A sociedade brasileira, infelizmente enxerga seu universo rural com preconceito. Em decorrência, menospreza a importância da agropecuária na geração de emprego e da renda nacional. Pior, atribui ao setor uma pecha negativa: o moderno está na cidade; o atraso, na roça.”

Aproveitem as dicas.

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Utilidades para sua escrita e para seu dia a dia
Dica 1: Para mim fazer ou para eu fazer?
Bom, para acabar de vez com a dúvida, basta pensar que mim é um pronome pessoal oblíquo, portanto, não pode exercer função de sujeito em uma oração. O mim não faz nada, certo? O correto é para eu fazer.
Dica 2: Menas ou menos?
Essa é fácil, até porque a forma menas, simplesmente, não existe.
Dica 3: Como se diz, quatorze ou catorze?
Você pode optar por qualquer uma das formas, pois ambas estão corretas.
Dica 4: São uma hora da tarde ou é uma hora da tarde?
O verbo ser deve concordar com as horas, portanto, “é uma hora da tarde”, “são duas horas da tarde” e assim por diante. Lembre-se de que “são doze horas”, mas se for substituir o “doze horas” por “meio-dia”, então será “é meio-dia”.
Dica 5: Está fazendo zero graus ou está fazendo zero grau?
Se o zero é singular, devemos, pois, atentar-nos à concordância. O correto é “zero grau”, no singular.
Dica 6: Anexo ou em anexo?
Dizer que algo está em anexo é o mesmo que dizer que algo está anexado, portanto, a palavra deve concordar com o substantivo a que se refere:
Anexas seguem as promissórias.
Anexo segue o recibo.
Os documentos solicitados estão anexos.
Em anexo é uma forma invariável, portanto, não vai para o feminino e nem para o plural:
Em anexo, seguem as promissórias.
Em anexo, segue o recibo.
Em anexo, seguem os documentos solicitados.
Dica 7: Seje ou seja?
Essa também é fácil, até porque não existe a forma seje, tampouco esteje. No presente do subjuntivo, os verbos ser e estar são seja, esteja e tenha.
Dica 8: Ela sempre quiz ou ela sempre quis?
Lembre-se: quiz, com z, não existe! O certo é quis, pois o som /z/ na conjugação do verbo querer deve ser grafado com “s”: quisera, quiseram, quiseste, etc.
Dica 9: Houveram muitos desentendimentos ou houve muitos desentendimentos?
Quando ao verbo haver for atribuído o sentido de existir ou acontecer, ele é impessoal, isto é, sem sujeito, portanto, só pode ser usado no singular. O correto é “houve muitos problemas”.
Dica 10: Degraus ou degrais?
Só existe uma forma correta para o plural da palavra degrau, e essa forma é degraus. A terminação -ais deve ser empregada apenas nas palavras terminadas em -al, como canais, animais, anuais etc.

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E o que é o Advérbio?

Parece confuso, mas basta apenas lembrar que ele é um termo que muda o sentido da frase. 

Exemplo: “O pássaro voou alto”.

O sentido da frase muda quando se diz:

O pássaro voou muito alto. (como se vê na tabela abaixo o termo muito representa intensidade).






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Tem dúvidas? Dicas simples e rápidas.

Embora gerem incertezas, as regras de uso do hífen servem para aquelas palavras formadas por prefixos ou elementos equivalentes. Por exemplo: anti, auto, micro, mini, sub, pré, pró, pós etc.
Casos em que SE DEVE usar hífen:
1. Quando o segundo termo iniciar por H.
  • Anti-higiênico, extra-humano, super-homem, micro-história.
2. Quando o prefixo terminar com a mesma consoante que se inicia o segundo termo.
  • Inter-relação, super-realista, hiper-racionaliza, hiper-romântico.
3. Usa-se hífen após o prefixo sub se o próximo termo iniciar com R.
  • Sub-regional, sub-raça, sub-racial, sub-região.
4. Caso o prefixo termine em vogal e o segundo termo comece com essa mesma vogal.
  • Anti-inflamatório, anti-inflacionário, micro-ondas, micro-organismo, auto-observação, contra-ataque.
5. Quando o segundo termo iniciar em M, N e vogal tendo como prefixos circum e pan.
  • Pan-americano, circum-navegação.
6. Emprega-se hífen com os prefixos além, aquém, ex, pré, pró, pós, recém, sem, soto e vice.
  • Pré-história, recém-nascido, pós-operatório, vice-governador, ex-mulher, soto-mestre, sem-teto.
7. Quando os sufixos tiverem origem tupi.
  • Capim-açu.
8. Para formar a união de palavras que se combinam por ocasião.
  • Ponte Rio-Niterói, Negociações China-EUA.
9. Algumas palavras continuam com sua acentuação própria, por isso a exigência do hífen.
  • Médico-cirurgião, sexta-feira, rosa-claro.
10. Em palavras relacionadas a espécies botânicas e zoológicas.
  • Beija-flor, couve-flor, erva-doce, pimenta-do-reino.
11. Em nomes próprios de lugar iniciados por GRÃ e GRÃO.
  • Grã-Bretanha.
12. Em elementos ligados por artigo.

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Casos em que NÃO se deve utilizar hífen:
1. Quando o primeiro termo iniciar com DES- e IN- e o segundo termo perder o H do início da palavra.
  • Inumano, desumano.
2. Quando o prefixo terminar em vogal e o segundo termo iniciar com R ou S, dobra-se as consoantes citadas.
  • Autorregulamentação, cosseno, extrasseco, ultrarromântico, antissocial, contrarreforma.
3. Quando o prefixo terminar em vogal e o segundo termo iniciar com consoante diferente de R ou S.
  • Autopreparação, microcomputador, autopeça, extraforte.
4. Quando o prefixo terminar em vogal diferente da vogal que o segundo termo se inicia:
  • Autoescola, infraestrutura, extraescolar, autoajuda.
Atenção! O prefixo co une-se, geralmente, ao segundo termo, mesmo se este começar com o. Exemplos: coordenador, cooperar.
5. Quando o prefixo terminar com consoante e o segundo termo iniciar com vogal ou consoante diferente do primeiro termo.
  • Hipermercado, superamigo, hiperativo, superinteressante.
6. Palavras que perderam a noção de composição não têm mais hífen.
  • Mandachuva, paraquedas, pontapé.
7. As locuções substantivas, adjetivas, adverbiais, pronominais, conjuncionais ou prepositivas perderam o hífen.
  • Fim de semana, café com leite, cartão de visita.
Atenção! Expressões consagradas pelo uso continuam com hífen: água-de-colônia, água-de-coco, mais-que-perfeito.


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OBRIGADO OU OBRIGADA?

         Está aí uma questão simples, mas que provoca muitos erros na hora da escrita e também da fala.

A regra de concordância nominal diz que quando obrigado expressa um agradecimento deve concordar com quem fala, ou seja, com o emissor. Veja o exemplo:

- João Carlos ficou contente e disse obrigado para todos. 

- Sem o recurso não haveria sucesso. Por isso ela disse muito obrigada.

Mais claro ainda:  - Homem diz e escreve “obrigado”
                           - Mulher diz e escreve  “obrigada”.

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OS PORQUÊS DA VIDA...

(...E DAS PROVAS E DOS CONCURSOS).









Por que:

Este por que tem dois empregos diferenciados:



1) Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: 
a) Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
b) Não sei por que não quero ir. (por qual motivo).

2) Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Os lugares por que passamos eram encantadores. (pelos quais).

Por quê:
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: 
a) Vocês não comeram tudo? Por quê?
b) Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.

Porque:
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “para que”, “uma vez que”.
Exemplos:
a) Não fui ao cinema porque tive que estudar para a prova. (pois).
b) Não vai fazer intrigas porque irá prejudicar você mesmo. (uma vez que).

Porquê:
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos: 
a) O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo).
b) Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão).

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AFINAL, PARALIMPÍADA OU PARAOLIMPÍADA?

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  • Simplesmente uma imposição. O Comitê Paraolímpico Internacional adotou o termo paralímpico a partir de 1989 e solicitou que todas as representações paraolímpicas mundo afora também seguisse essa terminologia.
  • Mas, nada oficial segundo as regras ortográficas da Língua Portuguesa.
  • Portanto, não se engane. O correto é PARAOLIMPÍADA.
 Historicamente as competições ocorrem próximas uma da outra, mas são completamente diferentes. Tudo muda inclusive o símbolo dos jogos onde os arcos olímpicos não são permitidos na paraolimpíada, neste o símbolo usado se chama AGITOS, composto por três elementos na cores vermelha, azul e verde, que são as cores mais comuns nas bandeiras de países pelo mundo. Além disso, o Agitos enfatiza o movimento paraolímpico de juntar atletas de todo o mundo para competir. 
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                                                                                             Símbolo Paraolímpico
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Aproveite e bons estudos!
Gilberto - 15/01/17.

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